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Como
tendências futuras temos:
1) O
uso da energia elétrica em máquinas e processos
que efetivamente este tipo de energia seja fundamental, ao passo
que onde houver a possibilidade de se usar outras formas de energia
em substituição a elétrica, estas serão
utilizadas, como a energia química da combustão
do gás natural.
2) A
energia atômica não deve ser ampliada, pois existe
a preocupação de acidentes e com os resíduos.
Irá levar muito tempo para termos a necessidade de ampliação
desta forma de energia.
3) Energias
renováveis serão cada vez mais utilizadas. As hidrelétricas
tendem a crescer, principalmente as de pequeno porte, por impactarem
muito menos no meio ambiente e sociedade.
4) O
gás natural será amplamente utilizado no Brasil.
Existe a diretriz da Petrobrás de massificar seu uso. Um
paradigma existe em se usá-lo na produção
de energia elétrica, pois a eficiência desta conversão
de energia é de apenas 50%. Para ocorrer a massificação,
existe a necessidade de mudança da cultura do brasileiro.
O gás pode ainda ser usado na indústria gasquímica,
que ainda não existe no Brasil, para produção
de uma série de substâncias substitutas do petróleo
(gasolina, plásticos, GLP, diesel, etc), este tipo de uso,
se for viável economicamente, pode garantir a sustentabilidade
da autosuficiência do Brasil para as importações
do petróleo.
5) Dentro
do uso do GN, existem vários caminhos que deveriam ser
seguidos, como:
- GNV: utilizar o GN para substituir o diesel (que importamos)
e não a gasolina (que exportamos a preços baixos).
- Indústria: substituição da energia elétrica
por GN para a geração de calor e vapor.
- Comércio: substituição da energia elétrica
e do GLP por GN para a geração de calor, vapor,
cocção, refrigeração.
- Residencial: substituição do GLP por GN para cocção,
aquecimento e futuramente refrigeração.
- Cogeração: em todos os segmentos, o uso da cogeração
pode aumentar a eficiência global da produção
de energia elétrica e calor ou frio. Desta forma a cogeração
deve crescer significativamente, por uma questão de custo.
A chave deste crescimento está na venda de calor, frio,
energia elétrica e não na venda de equipamentos.
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